Historia com Farinha

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Questionário perfil/ estudante da EJA

Prezado estudante! Gostaria de contar com sua colaboração respondendo esse questionário para que possamos conhece-lo melhor e nos aproximarmos de suas vivências. Não deixe de responder nenhuma questão.

 

 

https://goo.gl/forms/KerQEXtdyYfIcPqC2

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Diário de Classe: Júri simulado sobre a reforma da previdência em Maraã.

BlogJuri_SimuladodocxAo ministrar a disciplina de História do Brasil IV pelo Parfor, em Maraã, desafiei a turma 02 a promover uma aula interativa no município.

Visto que estávamos estudando a era Vargas, o desenvolvimentismo, a ditadura militar e a república pós constituição de 1988 apresentei a ideia de realizarmos um júri simulado da justiça brasileira julgando a proposta de reforma da previdência do governo Temer(PMDB).

Para tentar convencer a turma, argumentei “Ao longo da disciplina analisamos como os direitos trabalhistas e sociais foram tratados ao longo dos diferentes períodos da República brasileira, sabemos que  a maioria das pessoas não se interessam em acompanhar esse processo. Logo, temos que fazer a sociedade sentir essa História”

Depois desse discurso olhei atentamente a turma, eles olhavam uns para os outros meio desconfiados. Daí uma corajosa levantou a mão e disse “Professor isso aí não vai dar certo não, sabe por que? Temos pouco tempo pra ler, muita gente mora longe e para completar falta união na turma”.

Olhei fixo pra ela e respondi “Seja bem vinda ao ensino superior – fiz uma reverência – O que faz de nós professores, de fato, é a capacidade de superar as adversidades que o mundo nos impõe. Quero ver superarem a de vocês”.

Os olhares passaram a ser de apreensão, percebi o medo e a angústia pela expressão corporal e já começava a pensar que desse mato não sairia coelho nenhum, quando uma outra aluna pergunta “Mas professor, como seria esse júri simulado?”

Meio descrente respondi “A sala seria dividida em apenas duas equipes uma defendendo a reforma proposta pelo governo e outra acusando essa reforma de ser um ataque aos direitos previdenciários da classe trabalhadora, como o tribunal é um espaço formal e elitizado vocês deveram vir de roupa social ou a melhor roupa que tiverem, e claro, já que sou o professor dessa “bagaça” serei o Juiz”

Uma gargalhada se espalhou pela sala, o gelo foi quebrado, a ideia já estava passando a ser vista com bons olhos e resolvi botar a proposta para ser votada. Resultado, a maioria esmagadora aceitou o desafio. Organizamos as equipes e montamos um plano de estudo com as equipes em separado.

No mesmo dia conversei com o coordenador local sobre a atividade e a necessidade de realizar o evento em um espaço formal com microfone e ele apresentou duas opções o auditório da SEMED ou Câmara de Vereadores, optei pela segunda.

No segundo dia de acompanhamento o caos estava instaurado, ambas as equipes reclamando da falta de material para dividir o assunto numa equipe tão grande. Foi quando eu vi a magia acontecer, algo raro estava se apresentando bem a minha frente, a sala finalmente tinha se unido, mas era para me enfrentar e cancelar o júri simulado. Escutei atentamente todas as reclamações e no fim apresentei uma proposta intermediária “Estou vendo que a situação está difícil, a coisa tá tão séria que a sala até se uniu! -apresentei um sorriso sacana- Pois bem, tenho uma proposta intermediária, posso ajuda-los a encontrar as fontes para cada membro da equipe mas teremos que fazer os ensaios juntos e a nota será não por equipe mas para a sala inteira”

No auge dos conflitos ambas equipes concordaram, assim, a primeira parte do meu plano passava a funcionar, a turma se unindo para desenvolver um projeto coletivo, faltava agora dominar a leitura das pesquisas e perder o medo de falar em público. Aproveitei o momento de união para informar o local onde ocorreria o nosso evento.

Depois de acessarem o material e fazer a leitura foi necessário discutir abertamente a interpretação das fontes, muitos alunos não conseguiram compreender os detalhes da reforma e assim fui facilitando essa aprendizagem. Finalmente chegávamos a parte mas bacana do trabalho, o confronto de ideias. Antes de realizarmos o júri oficialmente fizemos duas prévias uma em sala de aula e outra na Câmara de Vereadores.

Quando entramos no plenário da Câmara Municipal fiquei espantado, o prédio estava completamente decrépito. As mesas dos vereadores eram apenas tabuas soltas em cima de uma estrutura de ferro, as paredes cheias de infiltração, o forro corroído pelo tempo, a descarga do banheiro era um balde de água, nunca tinha visto uma Câmara nessas condições. Quando finalmente iniciamos o ensaio a rivalidade voltou a tona, mas agora em torno de qual equipe argumentava melhor em favor da sua propositura.

Chegou o dia, o momento dos vera, a maioria da turma nem tinha dormido direito por conta da ansiedade. O plenário foi enchendo, logo de início expliquei para a comunidade que o evento era um Júri Simulado que buscava representar a justiça brasileira, ao mesmo tempo, uma atividade avaliativa do Parfor, e no final a comunidade poderia comentar ou fazer pergunta as equipes.

O julgamento foi estruturado em dez rodadas de intervenções seguindo esse roteiro: um argumento, um contra argumento e dois protestos. Em cada rodada era alternada a equipe que iniciava.

O júri começou e aos poucos a plateia presente foi se revoltando, dava para perceber os murmúrios, o silêncio foi rompido no meio do júri quando a equipe da defesa argumentou que o trabalhador deveria pagar o rombo da previdência. A plateia vaiou, fez plaquinha de protesto, xingou, foi necessário eu pedir ordem no recinto. Os ânimos foram se acalmando e chegou a vez da acusação, a equipe já chegou dizendo que não existia rombo na previdência e sim a cumplicidade do governo com os bancos e grandes empresas que não pagavam os impostos previdenciários e que agora o governo Temer queria empurrar essa fatura para a classe trabalhadora pagar. A plateia foi ao delírio e começou a gritar #FORATEMER #FORATEMER. Foi aí que eu tive a certeza que a plateia estava levando o debate a sério. Pedi ordem mais uma vez, falei em tom grosseiro que ali era um tribunal e que teria que retirar as pessoas que impedissem o julgamento. Os olhos ficaram tortos para o meu lado mas ainda assim obedientes, as rodadas foram passando até que chegamos na última etapa e a equipe de defesa resolve chamar para testemunhar nada mais, nada menos que o próprio Michel Temer. Derrepente um silêncio geral, que foi rapidamente rompido quando o aluno que ia interpretar esse papel se levanta e se dirige ao púlpito. O plenário vaiava, apresentava plaquinhas de protesto, feitas em folhas de caderno, gritava fora Temer. Tive que ficar de pé e falar firme mais uma vez para controlar os ânimos. O aluno que interpretou o Temer apresentou o discurso oficial do presidente ao defender a reforma da previdência em rede nacional. Finalizado os argumentos de cada equipe abrimos espaço para a plateia se pronunciar e foi uma chuva de desabafos e falas revoltadas.

Era chegado o momento de dar o veredito final, todos estavam atentos, pedi para que as equipes fizessem suas considerações finais. A plateia já se arrumava para ir embora, nesse momento eu pensei agora é a hora de ligar educação, ficção e a realidade.

“Quero agradecer a presença de todas as pessoas que vieram prestigiar a prática integrada da disciplina de História do Brasil IV. Nossa proposta foi apresentar uma História viva que tocasse no cotidiano das pessoas do município, por isso, parabenizo as duas equipes que debateram de maneira tão brilhante o tema da reforma da previdência ao ponto de envolver todos os presentes nesse evento. Quero parabenizar também a participação constante dessa bela plateia, nesse momento estou interpretando um Juiz e por isso precisei ser duro, mas a vontade era estar aí com vocês gritando em auto e bom tom #FORATEMER. Agradeço também ao empenho da coordenação na pessoa do Benedito que ornamentou esse espaço e fez uma verdadeira transformação. Sem mais delongas, vou anunciar o veredito final e incorporar novamente o meu personagem. A equipe que venceu o Júri Simulado sobre a reforma da previdência foi a – uma pequena pausa para ampliar a ansiedade – defesa. Pois dentro do grande acordo nacional a “nova ordem” envolve o congresso, o senado, a presidência e até mesmo o supremo tribunal de justiça”.

 

Vencedores e derrotados olharam para mim sem entender, a plateia veio em minha direção para questionar o resultado final e agora fora do personagem expliquei “Senhoras e senhores, estávamos aqui simulando como funciona a justiça brasileira em relação aos direitos da classe trabalhadora. Ou seja, o grupo que iria vencer já estava definido desde o início. Vamos refletir juntos, a justiça vetou a reforma trabalhista que tira direitos dos trabalhadores? Vetou a reforma do ensino médio que precariza a escola pública? Vetou a PEC da morte que congela o repasse de recursos para saúde, educação e outros serviços básicos por 20 anos? E o que lhes levou a achar que essa justiça estaria contra a reforma da previdência? “

As equipes e a plateia me olharam descrentes e alguém no meio da multidão conclui “Então é por isso que o Brasil nunca vai pra frente” em seguida eu respondo “Eis a função da história, ela tira o véu que cobre os nossos olhos e a partir disso somos convocados a nos tornar sujeitos históricos e lutar diretamente contra esse tipo de prática que vem se repetindo ao longo do tempo mas com novas roupagens. Em fim, conhecimento é poder!”

 

HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA: OS OLHARES DA JUVENTUDE SOBRE A QUESTÃO DE GÊNERO

Projeto aprovado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Amazonas por meio do Programa Ciência na Escola. Nosso objetivo é promovera alfabetização científica dos estudantes analisando a questão de gênero na escola e na sociedade ao longo do tempo.

Objetivo Geral

Promover a reflexão sobre a questão de gênero na escola a partir do debate político pedagógico.

Introdução

A questão de gênero está presente em todas as relações sociais da história. Há quem diga inclusive que representam uma relação de poder e legitimação do status quo, conforme apresenta Costa et al. (2012). Logo, está intrinsicamente ligada as relações de poder presentes no conteúdo programático de história.  A escolha dessa temática irá contribuir para que apartir da análise de sua própria realidade os estudantes possam refletir sobre a questão de gênero nos diversos tempos históricos.

Esse exercício tem sido feito por vários historiadores contemporâneos, como nos lembra Maria Stefanou, no seu artigo “Instalando maneiras de ser, conhecer e interpretar” onde explica que a análise do vivido deve ser acompanhada pela compreensão de como se produz conhecimento histórico, reconstruindo com os alunos os critérios a partir dos quais os historiadores problematizam a realidade e elaboram explicações. Estudantes e professores, sujeitos concretos, em um tempo-espaço determinado, ocupando posições e estabelecendo relações sociais específicas, problematizam e interrogam o passado, bem como as diferentes interpretações desse passado, elaborando outras leituras da História.

Esse projeto será desenvolvido com bolsistas do Ensino de Jovens e Adultos, pois nesse período os estudantes devem ter domínio de noções e conceitos relacionadas a cidadania, relações de poder; cidade-estado; direitos; relações temporais; burguesia; democracia; movimento popular; iluminismo; revolução; modos de produção; direitos (liberdade, igualdade, direitos sociais).

No link a baixo você poderá ter acesso ao questionário da nossa pesquisa.

 

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd1LT86PurNunRyJB0YRxI8iA52v5TTMN1kEEuXztzYUPzfOQ/viewform

Projeto Educativo “Patrimônio Cultural Nacional: Encontro das águas”

Encontro das aguas

O projeto organizado pelo professor Jonas Araújo (História) será realizado pelos alunos dos primeiros anos do ensino médio das escolas estaduais Gilberto Mestrinho e Isaac Sverner. O objetivo principal é fazer com que conheçam o Encontro das águas, localizado no bairro da Colônia Antônio Aleixo, zona leste de Manaus.

Atualmente o Brasil conta com dezoito bens inscritos na lista do Patrimônio Cultural Mundial. A nível nacional, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tombou o encontro das águas como um patrimônio cultural nacional. Os estudantes, organizados em grupos, deveram pesquisar sobre esse bem e criar uma campanha publicitária visando sua proteção e conservação.

ROTEIRO

  1. Elaborar um mapa indicando o município em que o bem cultural está localizado.
  2. Produção de textos diversos (como poesias, crônicas, notícias, textos históricos) sobre esse bem.
  3. Organizar uma sequência de imagens sobre o Encontro das àguas.
  4. Elaborar ou encontrar um vídeo curto sobre ele.
  5. Criar um jingle para a campanha.
  6. Criar também um cartaz e um lema para a campanha. Exemplo de lema: “Conheça e valorize o nosso patrimônio!”.
  7. Postar o trabalho na página Sujeito Histórico e no blog jonasojuara.wordpress.com

Sugestões de fontes de pesquisa:

http://movimentososencontrodasaguas.blogspot.com.br/

http://oglobo.globo.com/brasil/tombamento-do-encontro-das-aguas-em-manaus-aprovado-em-definitivo-2930076

http://www.editoramagister.com/doutrina_27090475_O_ENCONTRO_DAS_AGUAS_ENTRE_OS_RIOS_NEGRO_E_SOLIMOES_COMO_PATRIMONIO_CULTURAL.aspx.

 

Professor de História de Manaus escreve carta denunciando os riscos da MP que reforma o ensino médio.

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publicado originalmente em: 05/11/2016

Carta aos estudantes, pais e professores do Amazonas.

O atual presidente da república, Michel Temer, do PMDB, publicou a medida provisória 746 (MP -746), que ataca diretamente a escola pública brasileira. Enquanto professor jovem-cientista, educador e militante da educação me sinto na obrigação de desmascarar os interesses por trás dessa chamada “reforma do ensino médio”.

O primeiro ponto a ser destacado é que a reforma estabelece a organização do currículo nas seguintes áreas do conhecimento: I Linguagens; Matemática; Ciências da Natureza; Ciências Humanas e; V Formação Técnica e profissional.
Obriga os sistemas de ensino a oferecerem o ensino de língua portuguesa e matemática nos três anos do ensino médio e as outras áreas ficam opcionais.

Em outras palavras, essa medida torna legal o corte da área de Ciências da Natureza e Ciências Humanas no ensino médio. Isso quer dizer que a escola pública fica mais pobre de conhecimento e a escola privada mais rica.
Se nos dias atuais já é difícil um estudante da rede pública acessar as universidades estaduais e federais, com esse novo “modelo” vai ficar praticamente impossível.

De acordo com a MP, o ensino de artes e educação física será obrigatório apenas no ensino fundamental.Na visão do PMDB e seus aliados, essas disciplinas não contribuem diretamente para o mercado de trabalho. Contudo, a maioria dos estudantes que acessam o ensino médio, chegam com cerca de 15 anos de idade. Ou seja: estão na adolescência, com todos os sonhos e problemas específicos dessa fase da vida – e essas disciplinas cumprem o importante papel de apresentar aos jovens um outro olhar sobre o processo de ensino e aprendizagem.

Outro ponto a ser destacado é que essa “reforma” agride diretamente a Lei de Diretrizes e Bases da educação, pois retira da comunidade educativa o direito de participar das decisões sobre o formato da Escola, portanto, é antidemocrática.

Agora, sem sombra de dúvida, a prova concreta que esse governo não tem compromisso com a educação pública é o fato dessa MP estabelecer que qualquer pessoa sem formação adequada pode se tornar professor por “notório saber”.

Isso é muito grave!

Eles querem contratar professores sem nível superior para pagar salários mais baixos (e olha que o salário atual já é uma vergonha).

O atual governo quer doutrinar a juventude, os professores e a escola pública para serem submissos à vontade de um grupo que não tem compromisso com o desenvolvimento do Brasil.

É chegada a hora de tomarmos uma posição. De qual lado você quer estar? De uma escola pública de qualidade ou de uma escola sucateada?

Quando o Estado dita regras que agridem a vida das pessoas, a desobediência civil se torna um dever moral!

Jonas Araújo
Professor Jovem Cientista
Professor Semed e Seduc

Prêmio Professores do Brasil

O Prêmio Professores do Brasil é uma iniciativa do Ministério da Educação que, por meio da Secretaria de Educação Básica juntamente com as organizações parceiras, está na 9ª edição.

A meta é reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula.

Todos os professores de escolas públicas da educação básica podem se inscrever enviando um relato do trabalho desenvolvido com uma turma de alunos.

Sabemos que registrar uma experiência, um processo vivido ou mesmo uma conversa entre alunos e professores é uma forma de sistematizar o conhecimento do professor. Assim, além de participar do processo de premiação, os professores desenvolvem um exercício de reflexão sobre a própria prática o que garante o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem.

Ou seja, independentemente do processo de seleção, a participação dos professores é um caminho para a busca da qualidade na educação, compromisso de todos os educadores!

 

Maiores informações no site: http://premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br/

Link para a revista do Programa Ciência na Escola

Para você que quer conhecer sobre a experiência de alfabetização cientifica no Amazonas, visite os Anais do Programa Ciência na Escola.

http://seer.ibict.br/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=2504&Itemid=109logo_H

Luis Fernando analisando imagens sobre a Revolução Francesa

PCE_FAPEAM/2014: Diário de um projeto parte 01

Iniciando as atividades do PCE/FAPEAM na Escola Municipal Arthur Engrácio da Silva, realizamos encontros formativos para apresentar os objetivos e metas do projeto. Esse momento foi pensado para fazer com que a comunidade educativa compreendesse a importância dessas atividades no seio do ambiente escolar.

O Programa Ciência na Escola financia projetos que visam trabalhar a alfabetização cientifica no ensino básico da rede pública do Amazonas, assim, nosso primeiro encontro reuniu os professores para conhecerem a metodologia do projeto e os alunos bolsistas.

O tema do nosso projeto é “A construção da identidade de sujeitos históricos a partir de atividades e dinâmicas sócio- interacionista” e tem por objetivo analisar a influência dos jogos e atividades no processo de aprendizagem da história no 9º ano do fundamental.

Essa não é a primeira experiência do programa na escola, em 2013 desenvolvemos um projeto ligado a produção de áudio visual, onde selecionamos além dos habituais alunos bolsistas outros voluntários o que provocou muitas mudanças no seio da comunidade educativa.

 

Apresentando o projeto para os professores

Ao iniciar o encontro de apresentação do projeto do PCE 2014 ficou claro que os professores ainda não se sentem envolvidos pela proposta do programa, muitos inclusive questionaram os critérios de seleção para alunos bolsistas e voluntários. Boa parte entende, que esse tipo de projeto só pode ser realizado por alunos de excelência, que deveriam ter as seguintes características:

  • Comportamento impecável.
  • Notas azuis.
  • Aceitar ordens sem questionamentos.
  • Aceitar as metodologias de aula sem reclamar.
  • Que entendam os conteúdos da mesma maneira que os professores explicam.

Discordando dessa perspectiva apresentamos uma visão de que a escola pública não foi feita para ter suas turmas repletas desse tipo de aluno e que para inovar nessa nossa realidade é necessário pensa-la sem romantismo e com o estudante real e não apenas o ideal. O saldo desse primeiro encontro foi de que ainda é um desafio muito grande pensar a inovação educacional na atual realidade da escola pública em Manaus.

SINTEAM: O sindicalismo amarelo no Amazonas

Manaus – Amazonas – Brasil – 07.05.2014
Por Gleice Antonia de Oliveira

A ASSEMBLEIA REALIZADA PELO SINTEAM NA TARDE DE ONTEM É REJEITADA PELA BASE AMPLA DA CATEGORIA. Vejamos:
1. O Edital de convocação da assembleia foi publicado no mesmo dia da realização com apenas algumas horas de diferença, fato que não permitiu a divulgação à base da categoria;
2. Mesmo com pouco tempo o coletivo de oposição EDUCADORES EM LUTA trabalhou intensamente e conseguiu fazer a informação chegar a uma parcela da categoria que se dirigiu ao local, mas passou pelo constrangimento de ter cerceado de forma grosseira e ilegal sua participação (fotos amplamente divulgadas!);
3. A direção do Sinteam, retardou a publicação do Edital, mas trabalhou rápido para fretar ônibus e trazer representantes de municípios do interior (mas a parcela foi mínima diante do total de 62 municípios do AM) e, mesmo assim, presenciamos grupos de professores se retirando por discordar dos métodos e das propostas ali apresentadas;
4. A direção do Sinteam atuou como emissários subservientes do governo ao invés de cumprirem sua obrigação de lutar por melhorias na qualidade de trabalho e de salário de uma categoria que os elegeu para isso e que acumula há anos perdas salariais, desrespeito à sua data base, desrespeito a direitos trabalhistas, etc. Sabemos perfeitamente que o que foi aprovado não são 10% de reajuste na forma como foram apresentados, são apenas míseros 5% de reajuste para 2014 e 5% para 2015. Lógico que esse percentual não repõe sequer as perdas inflacionárias dos últimos 12 meses (Abril/13-março/14) que chegou a 6,15% segundo o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA-IBGE) e de 6,78%, segundo o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (DIEESE);
5. Se a situação dos professores da ativa é essa vergonha, a dos colegas aposentados consegue ser ainda pior. 5. Registre-se que, também de forma ilegal, a direção do Sinteam cria dificuldades e empecilhos para a sindicalização ou para o desconto em folha da contribuição sindical.
6. É lamentável e vergonhoso, mas é fato que dentro de nossa categoria existam pessoas que invistam na alienação e no divisionismo quando todos sabemos que só unidos poderemos fazer frente à pelegagem instalada na direção do nosso sindicato e aos governos-patrões que vampirizam nossa força de trabalho, nosso entusiasmo e nossa criatividade. Mas é certo que não estamos anestesiados, bem ao contrário, nossas ultimas manifestações públicas bem demonstram nosso estado de ânimo e as conversas e trocas de opiniões nas escolas nos fortalecem ainda mais.
Pelegos, governos-patrões, divisionistas, TREMAM porque nossa ação será devastadora com os que nos exploram e nos oprimem!!!!!

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