Historia com Farinha

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publicado originalmente em: 05/11/2016

Carta aos estudantes, pais e professores do Amazonas.

O atual presidente da república, Michel Temer, do PMDB, publicou a medida provisória 746 (MP -746), que ataca diretamente a escola pública brasileira. Enquanto professor jovem-cientista, educador e militante da educação me sinto na obrigação de desmascarar os interesses por trás dessa chamada “reforma do ensino médio”.

O primeiro ponto a ser destacado é que a reforma estabelece a organização do currículo nas seguintes áreas do conhecimento: I Linguagens; Matemática; Ciências da Natureza; Ciências Humanas e; V Formação Técnica e profissional.
Obriga os sistemas de ensino a oferecerem o ensino de língua portuguesa e matemática nos três anos do ensino médio e as outras áreas ficam opcionais.

Em outras palavras, essa medida torna legal o corte da área de Ciências da Natureza e Ciências Humanas no ensino médio. Isso quer dizer que a escola pública fica mais pobre de conhecimento e a escola privada mais rica.
Se nos dias atuais já é difícil um estudante da rede pública acessar as universidades estaduais e federais, com esse novo “modelo” vai ficar praticamente impossível.

De acordo com a MP, o ensino de artes e educação física será obrigatório apenas no ensino fundamental.Na visão do PMDB e seus aliados, essas disciplinas não contribuem diretamente para o mercado de trabalho. Contudo, a maioria dos estudantes que acessam o ensino médio, chegam com cerca de 15 anos de idade. Ou seja: estão na adolescência, com todos os sonhos e problemas específicos dessa fase da vida – e essas disciplinas cumprem o importante papel de apresentar aos jovens um outro olhar sobre o processo de ensino e aprendizagem.

Outro ponto a ser destacado é que essa “reforma” agride diretamente a Lei de Diretrizes e Bases da educação, pois retira da comunidade educativa o direito de participar das decisões sobre o formato da Escola, portanto, é antidemocrática.

Agora, sem sombra de dúvida, a prova concreta que esse governo não tem compromisso com a educação pública é o fato dessa MP estabelecer que qualquer pessoa sem formação adequada pode se tornar professor por “notório saber”.

Isso é muito grave!

Eles querem contratar professores sem nível superior para pagar salários mais baixos (e olha que o salário atual já é uma vergonha).

O atual governo quer doutrinar a juventude, os professores e a escola pública para serem submissos à vontade de um grupo que não tem compromisso com o desenvolvimento do Brasil.

É chegada a hora de tomarmos uma posição. De qual lado você quer estar? De uma escola pública de qualidade ou de uma escola sucateada?

Quando o Estado dita regras que agridem a vida das pessoas, a desobediência civil se torna um dever moral!

Jonas Araújo
Professor Jovem Cientista
Professor Semed e Seduc

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