Historia com Farinha

O ano de 2014 marcou a sociedade brasileira de uma maneira única, tivemos a copa mundial de futebol, uma das eleições mais debatidas pelo conjunto sociedade, à aprovação do plano nacional de educação e a realização da II Conferência Nacional de Educação. São elementos importantes para o amadurecimento do nosso país, contudo estão acompanhadas de algumas deficiências que precisam ser superadas.

Ao observar o comportamento do manauara em relação à copa do mundo percebi uma aceitação muito grande, claro que ouve protestos uns aqui e outro ali, mas em geral o povo assumiu esse evento de braços abertos. Amigos meus narravam que nunca tinham utilizado tanto o jogo de sinais (claro que adaptado) para se entrosar com os gring@s e levar esse povo pra conhecer os diversos espaços que a cidade oferece.

Nesse momento eu até me perguntava “Pra onde foi parar as manifestantes de 2013?”. O povo só queria curtir aquela vibe, embriagados por toda a magnitude daquele evento, quando de repente a seleção brasileira perde de 7 a 1. E o desespero bateu a porta de toda uma nação, as pessoas se questionavam “Fudeu,fudeu! Não tem mais jeito, até no futebol o Brasil se ferra”.

Uma derrota que não foi pra Alemanha , mas para o uniforme do flamengo “huhauhauha”. Tu acredita que teve animal que disse “O meu consolo é que a seleção perdeu pra Alemanha que estava com o uniforme do flamengo!”

Passado a copa veio o período eleitoral, cercado de incertezas com três nomes fortes concorrendo a presidência. Quando misteriosamente o avião de Eduardo Campos sofre uma pane e ele morre. E mais uma onda de emoções atinge o país, os meios de comunicação fazem uma cobertura massiva sobre o acontecimento todos os candidatos marcam presença no velório, passado alguns dias vem a decisão de que sua vice Marina Silva assumiria a candidatura e temos uma reviravolta no quadro eleitoral.

A eleição que até então estava polarizada entre azul e vermelho ganhou uma nova cor o verde. Daí pra frente tivemos uma das grandes máquinas eleitorais ser usada como principal arma de guerra e ao final ser desmoralizada, os institutos de pesquisa eleitoral.

Durante todo o primeiro turno os jornais noticiavam quase que um empate técnico entre Dilma e Marina, mas quando veio o resultado pra surpresa geral dos telespectadores quem vai pro segundo turno é Aecio em vez de Marina. Os eleitores ficaram surpresos com a reviravolta, um golpe midiático transformou o PSDB em uma “Nova Política”.

Ao iniciar o segundo turno muita coisa mudou, famílias foram separadas, amizades foram desfeitas. Era como se no lugar dos times de futebol, Dilma e Aecio tivessem ganhado cada um uma torcida organizada, onde quem declarava voto pra Dilma era automaticamente taxado de “PTralha” pelos adversários e quem dizia votar no Aecio era igualmente taxado de “Coxinha reacionário”. Em fim, o nível das discussões nas esquinas era semelhante aos debates da televisão.

Ao termino das eleições a direita golpista resolveu sair do armário e ir as ruas pedir a cabeça da presidente eleita ensaiou um golpe mais na hora “H” deu “capim na palheta”, ou seja, “peidou na farofa” como diria a grande filósofa contemporânea Renata T. e acabou deixando o velho lobo com sua longa barba “pagando de otario”.

Paralelo a toda essa turbulência ocorria de maneira mais tímida a consulta a população brasileira em relação ao modelo de educação que queremos, era a conferência nacional de educação. Boa parte dos municípios brasileiros não participaram, outros os seus delegados nem sabiam ao certo o que estavam fazendo naquele evento. E o que se percebeu ao decorrer do processo é que esse espaço não passou de uma grande celebração ao modelo pré moldado no congresso nacional.

Agora a bola da vez é o escândalo da PETROBRAS, pela primeira vez na vida a justiça brasileira resolveu investigar além dos corruptos os corruptores, aquelas empresas que financiam a campanha do PT e outros partidos em troca de contratos milionários. Em meio a todo essa crise política o governo federal, o congresso nacional e os partidos políticos resolvem, “é hora de fazer uma reforma política porque do geito que vai o povo vai já voltar com essa história dos 20 centavos”.

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