Historia com Farinha

Na CONAE 2014 o tom principal esta sendo o debate sobre os avanços e retrocessos do Plano Nacional de Educação, na abertura do evento a presidente Dilma afirmou “O PNE é fruto da luta dos trabalhadores e trabalhadoras em educação que participaram efetivamente da CONAE de 2010”, afirmou também que os espaços de conferencia representam a maturidade da democracia brasileira onde a sociedade em geral pode apontar os caminhos para as políticas públicas.

Ao participar dos diversos colóquios e das diversas conversas com os delegados de outros estados uma experiência tem sido comum a cerca da participação social nas etapas municipais e estaduais dessa conferência a DESORGANIZAÇÃO, apesar de existir o pacto federativo os estados e municípios não tiveram essa conferência como prioridade, o que nos faz questionar o processo de sistematização feita pelos estados ao enviar as proposta para a etapa nacional.

Outro elemento bem recorrente nos debates é a meta 20 do PNE que trata do financiamento para a educação. Ao contrário de boa parte das notícias que estão circulando na internet os pesquisadores apontam um retrocesso nessa meta que prevê uma ampliação de investimentos no setor privado. A sensação que se tem é de uma verdadeira guerra fria entre “Ensino público x Ensino Privado”. O debate está sendo balizado principalmente em função da recente campanha eleitoral onde a atual presidente apresentou como carro chefe o PRONATEC.

Bom, pra quem não conhece essa iniciativa, o governo brasileiro esta destinando recursos públicos ao sistema S para ampliar a oferta de cursos técnicos. O questionamento feito pela maioria dos trabalhadores em educação é “Por que não investir e ampliar os Institutos Federais?”. O PRONATEC está sendo visto como a privatização do ensino técnico brasileiro.

Estamos no terceiro dia de discussões da CONAE, e hoje, no colóquio “Valorização dos Profissionais de Educação: desafios e perspectivas” a CNTE fez uma convocação para que todos assumam o compromisso de lutar pela implementação dos planos estaduais e municipais de educação como forma de efetivar e consolidar as políticas públicas educacionais. Através desses planos estaremos garantindo em lei metas e direitos que deveram ser consolidados num prazo máximo de 10 anos, como por exemplo, o plano de carreira para todos os trabalhadores em educação, coisa que ainda não é realidade em boa parte dos estados e municípios brasileiros. Onde também poderá se garantir uma política de valorização dos trabalhadores em educação no combate ao assédio moral, eleição pra gestor escolar, secretários de educação com formação na área e não por indicação partidária e outras ações que cada realidade exigir.

Esta claro que é importante à integração dos movimentos dos trabalhadores em educação do Amazonas com as experiências que estão ocorrendo Brasil e mundo a fora, mas principalmente é essencial o amadurecimento da nossa postura no Estado, estamos caminhando para uma privatização suave da educação básica ou superamos nossas divergências pessoais e assumimos nossa identidade coletiva ou seremos engolidos por esse tsunami que se aproxima.

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