Historia com Farinha

O ITEPES visa promover a formação sistemática e integral dos jovens e agentes de Pastorais que atuam nas Paróquias e Áreas Missionárias da Arquidiocese de Manaus com o Curso de Extensão Universitária sobre POLÍTICAS PÚBLICAS E POLÍTICAS PÚBLICAS DE JUVENTUDES NA AMAZÔNIA.

Quando? Todos sábados de agosto, pela manhã das 08h às 12h (até meio dia).
Carga Horária: 16h

OBJETIVO GERAL:
Entender o processo de construção, funcionamento e aplicabilidade de Políticas Públicas de Juventudes e Ecologia Integral na Amazônia.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
– Compreender o conceito de Políticas Públicas, Ecopolíticas e o processo de construção dessas políticas no Brasil;
– Entender a Ecologia Integral, as Políticas Públicas de Juventude e como o/a jovem enquanto sujeito de direitos, se insere no campo dessas Políticas Públicas;
– Identificar e discutir as principais Políticas Públicas de Juventudes no Brasil e na Amazônia;
– Fomentar e Perceber como se dá na sociedade contemporânea Amazonense a diversidade e expressões de juventudes na construção de Políticas Públicas e Ecopolíticas.

 

Maiores informações clique no folder

Folder Cursos de Políticas Públicas e PPJs_2018

Anúncios

Greve2018Senhoras, senhores, professoras, professores, pais, mães, técnicos administrativos, merendeiras, serviços gerais e estudantes, peço licença para explicar a importância da greve dos professores da Seduc.
Os professores são os únicos profissionais de nível superior que recebem salários similares aos de profissionais com ensino médio, não bastasse isso, os professores da seduc estão há quatro anos sem ter os seus salários reajustados. Isso quer dizer que esses profissionais foram perdendo o poder de compra ao longo do tempo. Não estou falando do poder de compra para fazer uma viagem ou trocar de carro – embora entenda que esse é um direito de qualquer profissional – estou falando do poder de compra do professor para pagar o aluguel da sua casa, comprar remédios e fazer o rancho completo para sustentar sua família. Esses são os elementos que motivaram a categoria a enfrentar o governo do Estado.

Quais elementos levaram a categoria a optar pela greve?

No início desse ano os deputados estaduais aprovaram uma emenda parlamentar no valor de mais de 50 milhões destinada ao reajuste salarial dos professores, de autoria do Deputado José Ricardo, contudo, o governador Amazonino mexeu seus esquemas e forçou alguns parlamentares a mudarem seus votos e a emenda foi derrubada. Alguns dias depois o governador resolveu conceder aumento aos secretários de estado dizendo “Meus secretários merecem viver com dignidade”, mas ao chegar a data-base dos professores resolveu propor 4% de reajuste e ainda cortou o plano de saúde da categoria. Depois de tudo isso, os municípios do interior iniciaram um processo de protesto que se espalhou pelo estado até que chegou a capital.

A GREVE CONTINUA POR TEMPO INDETERMINADO

O governo do estado, em uma atitude desesperada, começou a pagar pessoas, blogs e meios de comunicação para dizer que a greve chegou ao fim. Isso é mentira! O que esse governador está fazendo é manipulando a opinião pública contra os professores. Diante disso, lhe faço uma pergunta: você vai ficar do lado do Governo ou dos professores?

Prof. Jonas Araújo
Vem pra Luta Pela Educação
Oposição Sindical: Educadores em Luta

Prezado estudante! Gostaria de contar com sua colaboração respondendo esse questionário para que possamos conhece-lo melhor e nos aproximarmos de suas vivências. Não deixe de responder nenhuma questão.

 

 

https://goo.gl/forms/KerQEXtdyYfIcPqC2

BlogJuri_SimuladodocxAo ministrar a disciplina de História do Brasil IV pelo Parfor, em Maraã, desafiei a turma 02 a promover uma aula interativa no município.

Visto que estávamos estudando a era Vargas, o desenvolvimentismo, a ditadura militar e a república pós constituição de 1988 apresentei a ideia de realizarmos um júri simulado da justiça brasileira julgando a proposta de reforma da previdência do governo Temer(PMDB).

Para tentar convencer a turma, argumentei “Ao longo da disciplina analisamos como os direitos trabalhistas e sociais foram tratados ao longo dos diferentes períodos da República brasileira, sabemos que  a maioria das pessoas não se interessam em acompanhar esse processo. Logo, temos que fazer a sociedade sentir essa História”

Depois desse discurso olhei atentamente a turma, eles olhavam uns para os outros meio desconfiados. Daí uma corajosa levantou a mão e disse “Professor isso aí não vai dar certo não, sabe por que? Temos pouco tempo pra ler, muita gente mora longe e para completar falta união na turma”.

Olhei fixo pra ela e respondi “Seja bem vinda ao ensino superior – fiz uma reverência – O que faz de nós professores, de fato, é a capacidade de superar as adversidades que o mundo nos impõe. Quero ver superarem a de vocês”.

Os olhares passaram a ser de apreensão, percebi o medo e a angústia pela expressão corporal e já começava a pensar que desse mato não sairia coelho nenhum, quando uma outra aluna pergunta “Mas professor, como seria esse júri simulado?”

Meio descrente respondi “A sala seria dividida em apenas duas equipes uma defendendo a reforma proposta pelo governo e outra acusando essa reforma de ser um ataque aos direitos previdenciários da classe trabalhadora, como o tribunal é um espaço formal e elitizado vocês deveram vir de roupa social ou a melhor roupa que tiverem, e claro, já que sou o professor dessa “bagaça” serei o Juiz”

Uma gargalhada se espalhou pela sala, o gelo foi quebrado, a ideia já estava passando a ser vista com bons olhos e resolvi botar a proposta para ser votada. Resultado, a maioria esmagadora aceitou o desafio. Organizamos as equipes e montamos um plano de estudo com as equipes em separado.

No mesmo dia conversei com o coordenador local sobre a atividade e a necessidade de realizar o evento em um espaço formal com microfone e ele apresentou duas opções o auditório da SEMED ou Câmara de Vereadores, optei pela segunda.

No segundo dia de acompanhamento o caos estava instaurado, ambas as equipes reclamando da falta de material para dividir o assunto numa equipe tão grande. Foi quando eu vi a magia acontecer, algo raro estava se apresentando bem a minha frente, a sala finalmente tinha se unido, mas era para me enfrentar e cancelar o júri simulado. Escutei atentamente todas as reclamações e no fim apresentei uma proposta intermediária “Estou vendo que a situação está difícil, a coisa tá tão séria que a sala até se uniu! -apresentei um sorriso sacana- Pois bem, tenho uma proposta intermediária, posso ajuda-los a encontrar as fontes para cada membro da equipe mas teremos que fazer os ensaios juntos e a nota será não por equipe mas para a sala inteira”

No auge dos conflitos ambas equipes concordaram, assim, a primeira parte do meu plano passava a funcionar, a turma se unindo para desenvolver um projeto coletivo, faltava agora dominar a leitura das pesquisas e perder o medo de falar em público. Aproveitei o momento de união para informar o local onde ocorreria o nosso evento.

Depois de acessarem o material e fazer a leitura foi necessário discutir abertamente a interpretação das fontes, muitos alunos não conseguiram compreender os detalhes da reforma e assim fui facilitando essa aprendizagem. Finalmente chegávamos a parte mas bacana do trabalho, o confronto de ideias. Antes de realizarmos o júri oficialmente fizemos duas prévias uma em sala de aula e outra na Câmara de Vereadores.

Quando entramos no plenário da Câmara Municipal fiquei espantado, o prédio estava completamente decrépito. As mesas dos vereadores eram apenas tabuas soltas em cima de uma estrutura de ferro, as paredes cheias de infiltração, o forro corroído pelo tempo, a descarga do banheiro era um balde de água, nunca tinha visto uma Câmara nessas condições. Quando finalmente iniciamos o ensaio a rivalidade voltou a tona, mas agora em torno de qual equipe argumentava melhor em favor da sua propositura.

Chegou o dia, o momento dos vera, a maioria da turma nem tinha dormido direito por conta da ansiedade. O plenário foi enchendo, logo de início expliquei para a comunidade que o evento era um Júri Simulado que buscava representar a justiça brasileira, ao mesmo tempo, uma atividade avaliativa do Parfor, e no final a comunidade poderia comentar ou fazer pergunta as equipes.

O julgamento foi estruturado em dez rodadas de intervenções seguindo esse roteiro: um argumento, um contra argumento e dois protestos. Em cada rodada era alternada a equipe que iniciava.

O júri começou e aos poucos a plateia presente foi se revoltando, dava para perceber os murmúrios, o silêncio foi rompido no meio do júri quando a equipe da defesa argumentou que o trabalhador deveria pagar o rombo da previdência. A plateia vaiou, fez plaquinha de protesto, xingou, foi necessário eu pedir ordem no recinto. Os ânimos foram se acalmando e chegou a vez da acusação, a equipe já chegou dizendo que não existia rombo na previdência e sim a cumplicidade do governo com os bancos e grandes empresas que não pagavam os impostos previdenciários e que agora o governo Temer queria empurrar essa fatura para a classe trabalhadora pagar. A plateia foi ao delírio e começou a gritar #FORATEMER #FORATEMER. Foi aí que eu tive a certeza que a plateia estava levando o debate a sério. Pedi ordem mais uma vez, falei em tom grosseiro que ali era um tribunal e que teria que retirar as pessoas que impedissem o julgamento. Os olhos ficaram tortos para o meu lado mas ainda assim obedientes, as rodadas foram passando até que chegamos na última etapa e a equipe de defesa resolve chamar para testemunhar nada mais, nada menos que o próprio Michel Temer. Derrepente um silêncio geral, que foi rapidamente rompido quando o aluno que ia interpretar esse papel se levanta e se dirige ao púlpito. O plenário vaiava, apresentava plaquinhas de protesto, feitas em folhas de caderno, gritava fora Temer. Tive que ficar de pé e falar firme mais uma vez para controlar os ânimos. O aluno que interpretou o Temer apresentou o discurso oficial do presidente ao defender a reforma da previdência em rede nacional. Finalizado os argumentos de cada equipe abrimos espaço para a plateia se pronunciar e foi uma chuva de desabafos e falas revoltadas.

Era chegado o momento de dar o veredito final, todos estavam atentos, pedi para que as equipes fizessem suas considerações finais. A plateia já se arrumava para ir embora, nesse momento eu pensei agora é a hora de ligar educação, ficção e a realidade.

“Quero agradecer a presença de todas as pessoas que vieram prestigiar a prática integrada da disciplina de História do Brasil IV. Nossa proposta foi apresentar uma História viva que tocasse no cotidiano das pessoas do município, por isso, parabenizo as duas equipes que debateram de maneira tão brilhante o tema da reforma da previdência ao ponto de envolver todos os presentes nesse evento. Quero parabenizar também a participação constante dessa bela plateia, nesse momento estou interpretando um Juiz e por isso precisei ser duro, mas a vontade era estar aí com vocês gritando em auto e bom tom #FORATEMER. Agradeço também ao empenho da coordenação na pessoa do Benedito que ornamentou esse espaço e fez uma verdadeira transformação. Sem mais delongas, vou anunciar o veredito final e incorporar novamente o meu personagem. A equipe que venceu o Júri Simulado sobre a reforma da previdência foi a – uma pequena pausa para ampliar a ansiedade – defesa. Pois dentro do grande acordo nacional a “nova ordem” envolve o congresso, o senado, a presidência e até mesmo o supremo tribunal de justiça”.

 

Vencedores e derrotados olharam para mim sem entender, a plateia veio em minha direção para questionar o resultado final e agora fora do personagem expliquei “Senhoras e senhores, estávamos aqui simulando como funciona a justiça brasileira em relação aos direitos da classe trabalhadora. Ou seja, o grupo que iria vencer já estava definido desde o início. Vamos refletir juntos, a justiça vetou a reforma trabalhista que tira direitos dos trabalhadores? Vetou a reforma do ensino médio que precariza a escola pública? Vetou a PEC da morte que congela o repasse de recursos para saúde, educação e outros serviços básicos por 20 anos? E o que lhes levou a achar que essa justiça estaria contra a reforma da previdência? “

As equipes e a plateia me olharam descrentes e alguém no meio da multidão conclui “Então é por isso que o Brasil nunca vai pra frente” em seguida eu respondo “Eis a função da história, ela tira o véu que cobre os nossos olhos e a partir disso somos convocados a nos tornar sujeitos históricos e lutar diretamente contra esse tipo de prática que vem se repetindo ao longo do tempo mas com novas roupagens. Em fim, conhecimento é poder!”

 

 

 

Agradeço imensamente a todos os estudante que tiveram os suas ilusões destruídas por conta das aulas de história que ministrei. Quantos de vocês deixaram de acreditar no papai noel, no coelhinho da páscoa e na fada do dente por conta das nossas aulas?

Deveria dizer que lamento imensamente o transtorno que acabei criando na cabeça de alguns jovens seguidores do fascismo e da direita ao explicar que essas ideias abominam a qualidade de vida da classe trabalhadora, mas seria uma mentira, confesso que até me divirto fazendo isso.

Sei que é doloroso perceber que o mundo é contraditório e selvagem, justamente por isso, tenho desempenhado o papel de trazer essa realidade para ser examinada e vivenciada dentro e fora da sala de aula.

Gosto de lembrar do brilho nos olhos de todos que se encantaram pela história a partir dos momentos que tivemos, fico feliz em saber que apesar de alguns não concordarem com algumas ideias minhas o respeito prevalece, deixando claro que é possível viver na diferença.

Como foi gratificante promover com vocês debates, cafés filosóficos, cafés-Históricos, juris simulados, jogos vorazes de história, atividades de pesquisa, cines debates, curtas metragens, atividades de campo e projetos de iniciação cientifica. Mas, devo dizer que, o Estado brasileiro caminha para a extinção de experiências desse tipo dentro do ambiente escolar, está em curso uma reforma educacional que vai precarizar ainda mais a escola pública. Contudo, enquanto estiver nessa profissão, serei a resistência frente aqueles que insistem em querer bestializar a juventude brasileira.

Em fim, agradeço a vocês a oportunidade de ser professor

 

Jonas Araújo

Ex-professor da rede particular

Ex-professor do PNAIC/UFAM

Ex-professor da SEDUC/AM

Professor da SEMED/Manaus

 

12032120_748935598569131_1182886305719557848_nAo longo desses nove anos atuando nessa profissão posso afirmar que a realidade da sala de aula é completamente diferente da idealizada pela sociedade.
Vivemos em um país onde o poder público e a maioria das famílias jogam para a escola o papel de educar as crianças e jovens. O cotidiano da sala de aula é cheio de desafios, no chão da escola já acompanhei relatos de crianças que foram vítimas de violência doméstica, outras que já trabalhavam para o tráfico de drogas, foram tantos relatos de aliciamento sexual que me fazem duvidar da humanidade de algumas pessoas.
Somado a tudo isso vem o contexto do conteúdo curricular, ensinar história para crianças e adolescentes é encantador mas esbarramos em problemas grotescos, por exemplo, trabalhar história do Amazonas sem nenhum material didático de apoio. Isso mesmo, o poder público cobra do profissional da educação um desempenho e não fornece as ferramentas necessárias para o cumprimento dessa tarefa.
Buscando responder basicamente a esses desafios escrevi e executei quatro projetos de alfabetização científica, aprovados e financiados pelo Programa Ciência na Escola PCE/FAPEAM, onde o eixo central de todos eles foi a construção da identidade do sujeito histórico. Ainda assim, percebo que é uma iniciativa de pouco impacto dentro dessa realidade repleta de problemas sociais e econômicos.
Acredito que dentro desse contexto se torna um dever pedagógico que todo professor, professora, pedagogo e pedagoga tenha uma atuação política em defesa de melhores condições de trabalho e remuneração. O conhecimento nos impele a ter posicionamento político, quando a maioria dos profissionais da educação começarem a mesclar o conteúdo curricular com aulas de cidadania teremos a sociedade civil se organizando e lutando pelo o respeito e a dignidade de todos os profissionais da educação.

Jonas Araújo
Professor da rede pública municipal de Manaus/AM

Projeto aprovado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Amazonas por meio do Programa Ciência na Escola. Nosso objetivo é promovera alfabetização científica dos estudantes analisando a questão de gênero na escola e na sociedade ao longo do tempo.

Objetivo Geral

Promover a reflexão sobre a questão de gênero na escola a partir do debate político pedagógico.

Introdução

A questão de gênero está presente em todas as relações sociais da história. Há quem diga inclusive que representam uma relação de poder e legitimação do status quo, conforme apresenta Costa et al. (2012). Logo, está intrinsicamente ligada as relações de poder presentes no conteúdo programático de história.  A escolha dessa temática irá contribuir para que apartir da análise de sua própria realidade os estudantes possam refletir sobre a questão de gênero nos diversos tempos históricos.

Esse exercício tem sido feito por vários historiadores contemporâneos, como nos lembra Maria Stefanou, no seu artigo “Instalando maneiras de ser, conhecer e interpretar” onde explica que a análise do vivido deve ser acompanhada pela compreensão de como se produz conhecimento histórico, reconstruindo com os alunos os critérios a partir dos quais os historiadores problematizam a realidade e elaboram explicações. Estudantes e professores, sujeitos concretos, em um tempo-espaço determinado, ocupando posições e estabelecendo relações sociais específicas, problematizam e interrogam o passado, bem como as diferentes interpretações desse passado, elaborando outras leituras da História.

Esse projeto será desenvolvido com bolsistas do Ensino de Jovens e Adultos, pois nesse período os estudantes devem ter domínio de noções e conceitos relacionadas a cidadania, relações de poder; cidade-estado; direitos; relações temporais; burguesia; democracia; movimento popular; iluminismo; revolução; modos de produção; direitos (liberdade, igualdade, direitos sociais).

No link a baixo você poderá ter acesso ao questionário da nossa pesquisa.

 

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd1LT86PurNunRyJB0YRxI8iA52v5TTMN1kEEuXztzYUPzfOQ/viewform

Encontro das aguas

O projeto organizado pelo professor Jonas Araújo (História) será realizado pelos alunos dos primeiros anos do ensino médio das escolas estaduais Gilberto Mestrinho e Isaac Sverner. O objetivo principal é fazer com que conheçam o Encontro das águas, localizado no bairro da Colônia Antônio Aleixo, zona leste de Manaus.

Atualmente o Brasil conta com dezoito bens inscritos na lista do Patrimônio Cultural Mundial. A nível nacional, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tombou o encontro das águas como um patrimônio cultural nacional. Os estudantes, organizados em grupos, deveram pesquisar sobre esse bem e criar uma campanha publicitária visando sua proteção e conservação.

ROTEIRO

  1. Elaborar um mapa indicando o município em que o bem cultural está localizado.
  2. Produção de textos diversos (como poesias, crônicas, notícias, textos históricos) sobre esse bem.
  3. Organizar uma sequência de imagens sobre o Encontro das àguas.
  4. Elaborar ou encontrar um vídeo curto sobre ele.
  5. Criar um jingle para a campanha.
  6. Criar também um cartaz e um lema para a campanha. Exemplo de lema: “Conheça e valorize o nosso patrimônio!”.
  7. Postar o trabalho na página Sujeito Histórico e no blog jonasojuara.wordpress.com

Sugestões de fontes de pesquisa:

http://movimentososencontrodasaguas.blogspot.com.br/

http://oglobo.globo.com/brasil/tombamento-do-encontro-das-aguas-em-manaus-aprovado-em-definitivo-2930076

http://www.editoramagister.com/doutrina_27090475_O_ENCONTRO_DAS_AGUAS_ENTRE_OS_RIOS_NEGRO_E_SOLIMOES_COMO_PATRIMONIO_CULTURAL.aspx.

 

 

O professor Jonas Araújo é licenciado em História pela Universidade Federal do Amazonas, especialista em Ética e Política pelo Serviço de Ação e Reflexão para os Estudos Sociais da Amazônia em parceria com a Universidade Católica de Pernambuco – SARES/UNICAP.

Filho de Jonas Araújo e Florismar Ferreira, militantes históricos dos movimentos sociais no Amazonas, tem no seu DNA a veia política em defesa dos direitos sociais. Inicia sua atuação política no movimento estudantil, na luta pela meia passagem. Aos 17 anos, presidente de grêmio, participa na articulação os grêmios das escolas em Manaus para enfrentar o projeto de lei do então prefeito Alfredo Nascimento, que queria limitar a quantidade de passagens aos estudantes, período em que os estudantes acamparam por 10 dias no plenário da câmara municipal de vereadores.

Atuou na Articulação da Juventude Salesiana e na Pastoral da Juventude, contribuiu ativamente no processo de construção do Plano Nacional da Juventude e do Estatuto da Juventude, participando da Coordenação do Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis, sendo também um dos fundadores do Fórum Estadual de Juventudes. Participou da coordenação do Fórum de Políticas Públicas de Manaus – organização que denunciou os erros da planilha de custo da tarifa de ônibus e acabou por congelar por dois anos o valor da passagem de ônibus. Soma-se a isso, ainda, a sua atuação como diretor de assuntos discentes do Centro Acadêmico Cultural de História do Amazonas – CACHA.

Iniciou sua carreira de professor na rede particular de ensino, em seguida passou em dois concursos públicos, da SEMED(20H) e da SEDUC(40H), lecionando em diversas escolas estaduais e municipais de Manaus, nos níveis Fundamental e Médio. No nível Superior, atuou como professor assistente da Universidade Estadual do Amazonas – UEA e como professor formador em Ciências Humanas da Universidade Federal do Amazonas no PNAIC. Desenvolveu diversos projetos de alfabetização científica em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas e foi eleito Professor Inovador de Manaus no ano de 2015, com o projeto “Jogos Vorazes de História”.

Paralelo às atividades profissionais, Jonas mantém sempre a intensa atuação política, participando da organização das mobilizações de professores por melhores condições de trabalho e valorização dos profissionais da educação pública, realizando formação com grupos de jovens sobre protagonismo e identidade juvenil, participando dos debates de construção política do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL por meio do Coletivo Rosa Zumbi.

Agradecemos a todas as pessoas que trabalharam direta e indiretamente para que, em nossa primeira eleição, conquistássemos o impressionante resultado de 1558 votos.
Foram dias intensos, debates necessários, pessoas voluntárias que, honradas e incansáveis, trabalharam para que este projeto fosse possível.
Em um momento em que a população manauara está extremamente indignada com a política, cumprimos o desafio de apresentar uma candidatura popular, coletiva, coerente e de luta.

Nos próximos quatro anos, Manaus terá uma legislatura conservadora e distante das causas populares. E ao ver os nomes dos parlamentares eleitos, só ficamos ainda mais convictos sobre o nosso papel determinante enquanto seres políticos no enfrentamento a esses grupos eleitoreiros que usam o legislativo apenas para o benefício próprio.

É por esse motivo que a nossa luta não encerra com o fim dessas eleições. Esses 1558 votos de esperança inauguram um novo processo político em nossa cidade. Nós estamos renovados, agradecidos e cheios de fôlego para continuar. A coletividade só fortalece a nossa certeza de que essa é forma de fazer política: na base dos movimentos sociais e na base da sociedade.

Se você tem interesse em participar dessa construção democrática, esse é o melhor e mais urgente momento! Nós vamos continuar a inundar a cidade com essa esperança!
Estamos unidos. Tomando fôlego. É só o começo!
Vamos permanecer unidos e mobilizados por uma outra Manaus!

Muito obrigado a todos e todas!
A nossa proposta de uma intervenção política real e de luta para Manaus continua!

Professor Jonas Araújo – PSOL